Vereador de Caxias é alvo de mandados por desvio de combustível

Policiais cumprem 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Alex Rosa (Solidariedade)

Por O Dia

Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade
Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade -
Rio - O vereador de Duque de Caxias Alex Rosa (Solidariedade) é alvo na manhã desta quinta-feira da operação Pit-Stop, da Delegacia de Defesa de Serviços Delegados (DDSD) da Polícia Civil. Os policiais cumprem 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao político. Alex Rosa é investigado por um esquema de desvio de combustível, que lhe rendia, segundo os policiais, cerca de R$ 1,5 milhão por mês.

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Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade Reginaldo Pimente/ Agência O DIA
Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade Reginaldo Pimente/ Agência O DIA
Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade Reginaldo Pimente/ Agência O DIA
Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade Reginaldo Pimente/ Agência O DIA
Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade Reginaldo Pimente/ Agência O DIA
Vereador Alex Rosa é investigado por se beneficiar de combustível furtado, redistribuído aos postos de gasolina de sua propriedade Reginaldo Pimente/ Agência O DIA
Vereador de Caxias Alex Rosa (Solidariedade) é investigado por desvios de combustível Reprodução

O delegado André Leiras afirmou que Alex Rosa é investigado como o líder da organização criminosa. "A operação apura o furto de combustível e a receptação desse combustível. Essa operação visa cumprir mandados de busca e apreensão em 13 endereços e empresas, todos ligados ao vereador Alex Rosa, inclusive no gabinete dele, na Câmara Municipal de Caxias", conta. 
Os agentes da especializada realizam buscas na residência e no gabinete do parlamentar, na Câmara de Vereadores. A polícia busca documentos e provas materiais da participação dele no esquema conhecido como bica ou baldinho, onde motoristas de transporte de combustíveis desviam parte do material transportado em depósitos de abastecimento. 
"Nós estamos procurando computadores, documentos, mídias, laptop ou qualquer outro documento que possa servir de prova para robustecer a investigação criminal, o inquérito policial que está em andamento na DDSD", acrescenta o delegado André Leiras.

A investigação, iniciada em junho deste ano, apontou que o grupo age a partir de depósitos estrategicamente localizados próximos a distribuidoras de combustíveis, para não configurar desvio de rota. Os armazéns funcionam como uma espécie de “pit-stop”, onde os motoristas furtam parte fracionada do combustível e adulteraram o lacre do que será transportado. O combustível furtado, informa a Polícia Civil, é redistribuído aos postos de gasolina de propriedade do investigado e revendido a preço de mercado. 
A apuração teve início a partir de uma ação realizada pela Polícia Civil em um depósito localizado em Campos Elíseos, em Duque de Caxias, responsável pela receptação de milhares de litros de combustível. No local foram encontrados quatro tanques com capacidade para 15 mil litros cada, lacres de transporte, dois caminhões tanque, além de veículos de um restaurante de propriedade do vereador. 
"Na ocasião da prisão em flagrante efetuada pela DDSD em um posto de abastecimento, em que um caminhoneiro e um funcionário do vereador foram presos, a polícia arrecadou diversos documentos que ligam o vereador diretamente a essa prática criminosa conhecida popularmente como baldinho”, explica Leiras.

Durante a investigação, os policiais identificaram operações financeiras realizadas pelo parlamentar em apostas de resultados de futebol pela internet que superariam os ganhos dele. Ele e o filho alegam terem perdidos juntos quase R$ 2 milhões em apostas.

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