Polícia prende cuidador suspeito de matar cozinheira asfixiada

Gilmara relatava desentendimentos em relação ao suspeito, que passou a trabalhar na casa dos patrões da vítima depois que os idosos apresentaram problemas de saúde

Por Beatriz Perez

Gilmara de Almeida da Silva, 45 anos, foi morta no local de trabalho na Freguesia, Zona Oeste do Rio
Gilmara de Almeida da Silva, 45 anos, foi morta no local de trabalho na Freguesia, Zona Oeste do Rio -
Rio - A Delegacia de Homicídios da Capital prendeu, na noite de segunda-feira, um cuidador de idosos suspeito de matar asfixiada a cozinheira Gilmara da Silva, de 45 anos, no local de trabalho na Freguesia, Zona Oeste do Rio. Ele trabalhava na casa havia cerca de dois meses, segundo a filha da vítima Michelle da Silva. Contra o homem foi cumprido um mandado de prisão temporária pelo crime de homicídio.

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Irmãos de Gilmara da Silva se reúnem na Delegacia de Homicídios, na Barra, após notícia de prisão de suspeito Cleber Mendes/ Agência O DIA
Gilmar Santos, irmão de Gilmara da Silva Cleber Mendes/ Agência O DIA
Gilmar Santos, irmão de Gilmara da Silva Cleber Mendes/ Agência O DIA
Irmãos de Gilmara da Silva se reúnem na Delegacia de Homicídios, na Barra, após notícia de prisão de suspeito Cleber Mendes/ Agência O DIA
Irmãos de Gilmara da Silva se reúnem na Delegacia de Homicídios, na Barra, após notícia de prisão de suspeito Cleber Mendes/ Agência O DIA
Gilmara da Silva, 45, foi morta por afixia mecânica Reprodução
Gilmara de Almeida da Silva, 45 anos, foi morta no local de trabalho na Freguesia, Zona Oeste do Rio Reprodução
Cozinheira morreu asfixiada na casa dos patrões. Polícia investiga o assassinato Reprodução
Gilmara trabalhava como empregada doméstica na casa de um casal de idosos. Durante a pandemia, os patrões apresentaram problemas de saúde e, há cerca de dois meses, o suspeito passou a trabalhar no local. Com a contratação, a vítima passou a se queixar em casa do comportamento do homem.
"Minha mãe não tinha boa relação com ele. Ela se queixava de que ele arrastava móveis, sujava a casa, exigia comer mais do que ela costumava preparar. Ela relatou que os patrões também estavam insatisfeitos. Ela estava com problemas com ele, mas eu imaginava que o máximo que poderia acontecer era ele provocar uma demissão dela. Eu nunca esperava que ela fosse assassinada", contou Michelle.
A Delegacia de Homicídios informou que os agentes fizeram perícia, ouviram testemunhas, familiares e realizaram outras diligências e chegaram a identificação do suspeito do crime. As investigações prosseguem para apurar todas as circunstâncias da morte.
Na segunda-feira, Michelle foi à Delegacia de Homicídios, na Barra, pedir proteção. Ela relatou se sentir ameaçada e com medo.
Gilmara foi encontrada caída no chão da casa em que trabalhava na última quinta-feira. Ela foi levada ao Hospital Cardoso Fontes, na Freguesia. O atestado de óbito aponta que a vítima foi morta meio-dia por asfixia mecânica.
Na quinta-feira, segundo a filha da vítima, estavam no local de trabalho de Gilmara o cuidador, a idosa que era sua patroa e seus dois filhos. O idoso havia sido internado na segunda-feira por um problema de saúde. No dia da morte, o cuidador e o casal de filhos dos patrões de Gilmara foram à delegacia por conta própria.

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