Médium João de Deus vai deixar prisão para ficar internado em hospital

Ele é acusado de abusar sexualmente de mulheres em 'cirurgias espirituais'

Por ADRIANA CRUZ

Delegado informou que investigação sobre João de Deus se concentra em 15 casos
Delegado informou que investigação sobre João de Deus se concentra em 15 casos -

Rio - Com aneurisma da aorta abdominal, o médium João de Deus ganhou o direito no Superior Tribunal de Justiça de ficar internado durante quatro semanas, com monitoramento eletrônico e escolta policial, no Instituto de Neurologia de Goiânia, em Goiás. Ele foi denunciado em relatos de  506 mulheres de abuso sexual durante 'cirurgias espirituais', que atenderam  celebridades e altos funcionários públicos do Brasil e do mundo.

"Sendo admitido o risco à vida, este será, em qualquer processo ou fase processual, o primeiro e mais relevante interesse a ser protegido. Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu

estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional", afirmou o ministro Nefi Cordeiro, em habeas corpus apresentado pela defesa.

O ministro determinou que o médico responsável tem que informar à Justiça qualquer melhoria no quadro de João de Deus. Ele foi preso em dezembro e está no presídio de Goianápolis. 

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