'É preciso diminuir os partidos e aumentar a participação da mulher', diz advogada

Luciana Lóssio, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do IAB, afirma que urnas têm grande confiabilidade

Por ADRIANA CRUZ

Luciana Lóssio, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB).
Luciana Lóssio, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). -

Rio - Das 27 unidades da federação, só uma é governada por mulher. Aumentar a participação feminina no processo eleitoral e diminuir o número de partidos, (são 35, dos quais 28 com representação no Parlamento) são ações fundamentais para melhorar o processo eleitoral no país, para a advogada Luciana Lóssio, ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral e presidente da Comissão de Direito Eleitoral, do Instituto dos Advogados Brasileiros.

Com a palavra - Luciana Lóssio, presidente da Comissão de Direito Eleitoral do IAB

Os Tribunais Regionais cassam os registros, mas candidatos revertem no TSE. Isso bagunça a cabeça do eleitor?

Não é a regra, mas a exceção. Faz parte do jogo democrático. O Judiciário, como o guardião da Constituição, tem que preservar a independência dos poderes. Tem que resguardar a legitimidade do voto livre e secreto.

Este ano, houve 58 eleições suplementares no país. Há morosidade nas decisões?

Não. A Justiça Eleitoral é a mais célere. São 5.600 municípios no país, 58 é um dado ínfimo.

Há muitos recursos?

A Justiça Eleitoral deve servir como exemplo. Os processos terminam em um prazo razoável. A urna eletrônica tem grande confiabilidade.

O que deve melhorar?

Os partidos têm que deixar de lançar candidatos inelegíveis. É preciso diminuir o número de partidos e aumentar a participação feminina, estamos atrás de Irã e Iraque.

 

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