'Rio precisa voltar para o eixo'

entrevista com João Gomes, economista chefe da Fecomercio

Por ADRIANA CRUZ

João Gomes economista chefe da Fecomércio-RJ
João Gomes economista chefe da Fecomércio-RJ -

Dados da Fecomércio, baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Trimestral, do IBGE, apontam crescimento da informalidade no segundo trimestre no Estado. O número de empregados privados sem carteira assinada saltou de 7,9% para 8,2% em relação ao trimestre anterior. Houve queda no número de trabalhadores com carteira assinada, passando de 39,5% nos primeiros três meses para 38,4% no segundo trimestre.

Aumento da informalidade tem a ver com a Reforma Trabalhista?

Não pode ser estabelecido uma relação de causalidade com a Reforma que veio para simplificar as relações trabalhistas.

Então, tem a ver com qual cenário?

Com a situação de dificuldade econômica. Houve redução do petróleo. A Petrobras teve problemas externos e internos. É preciso criar ambiente de investimentos para enfrentar a crise. Há uma pequena recuperação nos indicadores de atividade.

E como virar o jogo?

É preciso estabelecer uma razoável confiança para os investidores. O processo de degradação, como a falta de Segurança Pública, cria impacto significativo no emprego formal. Há muita circulação de produtos ilegais.

E o novo governador?

O novo governador vai ter grande trabalho para administrar as contas do governo porque o regime de recuperação fiscal acaba em três anos. 

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