Policiais são punidos por pesquisar sobre a vida do juiz Marcelo Bretas

Um deles foi suspenso por 24 dias, sem direito a salário; a outra recebeu advertência

Por ADRIANA CRUZ

Juiz Marcelo Bretas
Juiz Marcelo Bretas -

Rio - A Corregedoria da Polícia Civil suspendeu por 24 dias, sem direito a salário, o inspetor Luiz Carlos Rodrigues Moreira, que, na 22ª DP (Penha), pesquisou no banco de dados da Secretaria de Segurança sobre juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

A averiguação aconteceu no dia 26 de setembro do ano passado, seis dias após o ex-governador Sérgio Cabral ter sido condenado pelo magistrado a 45 anos e 2 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A Polícia Federal recebeu informações de que Cabral, preso, estaria financiando a montagem de dossiê contra o magistrado, avaliado em R$ 5 milhões. Moreira alegou que outra pessoa havia usado sua senha para entrar no sistema da Segurança.

Já Thalita Borges Nakaschima, que alegou ter acessado dados do juiz e da mulher dele, a juíza federal Simone Diniz Bretas, em outubro de 2016, por curiosidade, foi punida com uma advertência. O procedimento contra outros quatro policiais foi arquivado. As penas de Cabral chegam a 100 anos.

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