'Não temos leis que tratam sobre a proteção de dados', alerta advogada

Paula Ajzen diz que usuário precisa ler sobre política de privacidade, principalmente depois da decisão da União Europeia

Por ADRIANA CRUZ

Paula Aizen, advogada
Paula Aizen, advogada -

Rio - A União Europeia decidiu que administradores de páginas do Facebook também são tão responsáveis pela proteção de dados de usuários quanto a rede social. Para a advogada Paula Ajsen, haverá reflexos no Brasil. Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional segue modelo europeu.

Mas o fato é que o país engatinha na questão e você leitor já deve ter recebido telefone de empresa que nunca contatou oferecendo serviços.

Com a palavra - Paula Ajzen, advogada

Como o usuário pode se proteger de vazamentos?

É preciso ler no termo de uso sobre a política de privacidade, principalmente, depois da decisão da União Europeia que terá impacto no Brasil.

De que forma?

As empresas brasileira que operam com filial na Europa terão que seguir as novas regras.

O Brasil está muito atrasado?

Não temos leis que tratam sobre a proteção de dados. Há um projeto de lei que será submetido ao Senado. A proposta segue o modelo europeu. As empresas brasileiras têm que ficar em alerta.

É comum processos para proteção de dados?

Não. A demanda deve crescer. O modelo europeu concede muitos direitos aos usuários.

Há vendas de dados.

O usuário precisa ler o termo de uso. Muitas empresas acabam vendo sim para fins e publicidade.

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Paula Aizen, advogada Divulgação
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