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Corregedoria fecha cerco a agentes que pesquisaram sobre o juiz Marcelo Bretas

Policiais civis alegaram que suas senhas foram usada por outras pessoas

Por ADRIANA CRUZ

Rio - A Corregedoria da Polícia Civil fechou o cerco a três agentes que pesquisaram sobre o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, e seus familiares no Sistema Portal da Segurança, banco de dados para investigações da instituição. A sindicância foi aberta porque a Polícia Federal recebeu informações de que o ex-governador Sérgio Cabral, preso, estaria financiando a montagem de dossiê contra o magistrado. Crime não foi comprovado, apenas infrações administrativas chamadas de negligência e displicência.

Os agentes Isabela Matheus Silva, da delegacia de Campos, e Luiz Carlos Rodrigues Moreira, da 22ª DP (Penha), alegaram que suas senhas foram usada por outras pessoas. Na 22ª DP, a pesquisa foi feita dia 26 de setembro de 2017, seis dias depois de Cabral ter sido condenado por Bretas a 45 anos e 2 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já Thalita Borges Nakaschima disse que só acessou dados do juiz e da mulher dele, a juíza federal Simone, em outubro de 2016, por curiosidade.

Prazo para defesa

Concluída a sindicância pela Corregedoria da Polícia Civil, os agentes que foram indiciados por negligência e displicência agora vão se defender. Pela lei, as transgressões são consideradas médias. As penas disciplinares previstas são advertência, repreensão e suspensão.

Três condenações

O ex-governador Sérgio Cabral já foi condenado em quatro processos a penas que chegam a 87 anos, dos quais três sob a batuta de Bretas. A PF recebeu informações de que dossiê contra o juiz valia R$ 5 milhões. Cabral, preso há mais de um ano, estaria por trás da ação.

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