PM do Bope é condenado a 80 anos de prisão

Pena foi por vazamento de informações sobre operações a traficantes do Comando Vermelho

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Apontado como o chefe do grupo de policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) que vazava informações das operações da unidade para bandidos do Comando Vermelho (CV), o caveira Silvestre André da Silva Felizardo, o Corinthians, foi condenado a 80 anos de prisão na Auditoria da Justiça Militar. Os outros integrantes da tropa de elite da PM Maicon Ricardo Alves da Costa, André Silva de Oliveira e Raphael Canthé dos Santos ganharam penas que totalizam 48 anos de prisão. Rodrigo Mileipe Vermelho Reis foi absolvido por maioria de votos do Conselho Permanente de Justiça da PM.

Para MP, policiais diminuíram o ‘crédito social ostentado’ pelo Bope Salvador Scofano/ GERJ

O promotor Décio Alonso informou que irá recorrer da decisão que absolveu Reis. E mais: quer aumentar as penas, o confisco dos bens e a perda do cargo dos acusados, além de ressarcimento dos danos ao estado. No julgamento, o promotor defendeu que os militares "deturparam e expuseram o Bope e seus colegas de farda, diminuindo o crédito social ostentado pela unidade", afirmou Alonso.

A relação dos caveiras com traficantes foi revelada pela operação denominada 'Black Evil', (Mal Negro, em inglês, referência à farda do Bope), deflagrada em dezembro de 2015. Interceptações de áudios e mensagens, com autorização da Justiça, revelaram que os militares mantinham contato com traficantes das favelas Faz Quem Quer, da Covanca, Jordão e Barão, em Jacarepaguá; Antares, em Santa Cruz; Vila Ideal e Lixão, em Duque de Caxias; Complexo do Lins, no Méier e Complexo do Chapadão, em Costa Barros. Segundo as investigações, eles recebiam de R$ 2 mil a R$ 10 mil, por semana, em cada comunidade para repassar diariamente as operações feitas pelo Bope.

As investigações apontaram ainda que os policiais negociavam com traficantes armas apreendidas em operações. A defesa dos réus alegou que eles são inocentes.

 

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